quarta-feira, 30 de junho de 2010

segunda-feira, 28 de junho de 2010

SÉRIE: AS CARTAS QUE NÃO MANDEI

Madalena,
Talvez agora seja mais fácil fazer um poema, já tenho um tema e um problema.
Depois de um dicionàrio encontrar (que me traz palavras para rimar) posso voltar a tentar.
O tema é o amor, que me dá muito calor e me tornou um escritor.
O problema é a sua ausência, que me dá uma carência e quando rezo te faço referência.
Fazer três rimas é dificíl, meu amor não é fictício e isso nem rimou muito bem.
Eu amo você (mesmo sendo clichê) e prometo usar o bidê.
Esse poema ta horrível, mas sei que nosso amor é possível e para mim você é imprescindível.
Meu erro é admissível, você pode ser compreensível e nua você é incrível.
A sirene acabou de tocar e para a obra tenho que voltar.

INSIDE THE POCKET - Caneta corretiva

Talvez fosse a maior alma dentro da bolsinha. Maior do que as canetas normais, era totalmente branca e possuia uma característica muito peculiar: a possibilidade de tentar consertar problemas. Não que tivesse o poder de deixar tudo como estivera antes, longe disso. O erro cometido é imutável, porém pode ser disfarçado...
Devo advertir que seu uso também pode agravar a situação, chamando mais atenção ou fazendo do borrão um outro ainda maior. Lembre-se, assumir o caso por completo pode ser menos danoso do que uma tentativa de melhora e ignorá-lo pode o fazer passar despercebido.
É sempre melhor quando não há a necessidade de usá-la, mas quando preciso, a simples lembrança da sua existência já um nobre passo. Há casos em que ela consegue um bom resultado, até melhor do que a encomenda inicial, transformando tudo numa obra de arte.