Que são doces as lembranças de quando meus pensamentos voavam pelo seu quarto.
Que meu sorriso faz uma cosquinha gostosa dentro de você.
Que lembra de mim enquanto a vida acontece.
Que pode sentir-me deitada em seu ombro, meus cabelos soltos, minha respiração goostosa.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Encontro
Estava apressada, meia fina até as canelas, short saco, colant e um camisão folgado. A bolsa pendia no ombro esquerdo. Apesar do sol, não estava de óculos escuros.
Olhei para o relógio só para confirmar o meu atraso. Fiz uma carinha franzindo a boca e me impulsionei para andar mais depressa. Agora, as coisas começaram a acontecer em câmara lenta: começo a inclinar a cabeça para cima; um cabelo cai no rosto; vou levando minha mão direita em direção a minha bochecha; meus olhos estão fechados num piscar. Quando volto a abri-los, minha cabeça já está direcionada para frente e minha mão está tocando os meus cabelos. Nesse momento o mundo parou.
Não vi pessoas andando nas calçadas. Não ouvi os barulhos de buzinas. Não senti minha respiração (talvez porque não estivesse respirando mesmo). Senti que já estava ali, parada, há alguns minutos. Agora sei que depois de um tempo, não permaneci parada: dei pequenos passos, lentos, em sua direção. Não os senti. Não percebi quando minha mente mandou que eu andasse. Não percebi minha perna se movendo. Ainda a uns três metros de distância ele inclinou sua cabeça, deu um sorriso (o sorriso que esperei por mais de ano) e estendeu sua mão esquerda para mim:
- Vem cá Luiza, me dá tua mão. O teu desejo é sempre o meu desejo. Vem me dar um beijo...
E eu cai sobre os os seus braços, senti o abraço que havia tanto procurado em outros braços e o beijei, como se fosse a última coisa a fazer nesse mundo.
Com uma mãozinha do tom Jobim: Luíza
Olhei para o relógio só para confirmar o meu atraso. Fiz uma carinha franzindo a boca e me impulsionei para andar mais depressa. Agora, as coisas começaram a acontecer em câmara lenta: começo a inclinar a cabeça para cima; um cabelo cai no rosto; vou levando minha mão direita em direção a minha bochecha; meus olhos estão fechados num piscar. Quando volto a abri-los, minha cabeça já está direcionada para frente e minha mão está tocando os meus cabelos. Nesse momento o mundo parou.
Não vi pessoas andando nas calçadas. Não ouvi os barulhos de buzinas. Não senti minha respiração (talvez porque não estivesse respirando mesmo). Senti que já estava ali, parada, há alguns minutos. Agora sei que depois de um tempo, não permaneci parada: dei pequenos passos, lentos, em sua direção. Não os senti. Não percebi quando minha mente mandou que eu andasse. Não percebi minha perna se movendo. Ainda a uns três metros de distância ele inclinou sua cabeça, deu um sorriso (o sorriso que esperei por mais de ano) e estendeu sua mão esquerda para mim:
- Vem cá Luiza, me dá tua mão. O teu desejo é sempre o meu desejo. Vem me dar um beijo...
E eu cai sobre os os seus braços, senti o abraço que havia tanto procurado em outros braços e o beijei, como se fosse a última coisa a fazer nesse mundo.
Com uma mãozinha do tom Jobim: Luíza
quarta-feira, 7 de julho de 2010
O poder da noite
Não é porque eu estou bêbada. Na verdade eu não bebo.
Mas é de noite que minha mente cria asas, meus pensamentos saem voando e acabo sempre falando o que não devia.
Nào sei se só acontece comigo.
Mas é sempre de noite quando resolvo me declarar, quando resolvo falar que eu amo, quando eu acho que tudo pode dar certo.
Eu não posso ver um papel, uma caneta (e ter um pouco de disposição) que as viagens começam a surgir.
De noite sempre corro atrás das respostas. Sempre acho que tudo é muito fácil e que você vai finalmente ceder aos meus pedidos.
Mas você não cede, eu acabo falando demais,te fazendo perguntas demais, embaralhando as coisas demais e pela manhã me arrependendo demais.
De noite eu acredito que você vai me entender, que eu posso tentar te explicar, e que no final você vai me abraçar.
A verdade é que a noite traz superpoderes a uma não-supermulher que acredita pode resolver tudo.
Talvez um dia a noite também vire magia para você. E nesse dia você vai poder me explicar tudo que eu sempre quis saber.
Com minhas respostas, vou poder mudar todas as minhas perguntas.
____
E é sempre de noite que escrevo essas bobeiras.
Mas é de noite que minha mente cria asas, meus pensamentos saem voando e acabo sempre falando o que não devia.
Nào sei se só acontece comigo.
Mas é sempre de noite quando resolvo me declarar, quando resolvo falar que eu amo, quando eu acho que tudo pode dar certo.
Eu não posso ver um papel, uma caneta (e ter um pouco de disposição) que as viagens começam a surgir.
De noite sempre corro atrás das respostas. Sempre acho que tudo é muito fácil e que você vai finalmente ceder aos meus pedidos.
Mas você não cede, eu acabo falando demais,te fazendo perguntas demais, embaralhando as coisas demais e pela manhã me arrependendo demais.
De noite eu acredito que você vai me entender, que eu posso tentar te explicar, e que no final você vai me abraçar.
A verdade é que a noite traz superpoderes a uma não-supermulher que acredita pode resolver tudo.
Talvez um dia a noite também vire magia para você. E nesse dia você vai poder me explicar tudo que eu sempre quis saber.
Com minhas respostas, vou poder mudar todas as minhas perguntas.
____
E é sempre de noite que escrevo essas bobeiras.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
SÉRIE: AS CARTAS QUE NÃO MANDEI
Madalena,
Talvez agora seja mais fácil fazer um poema, já tenho um tema e um problema.
Depois de um dicionàrio encontrar (que me traz palavras para rimar) posso voltar a tentar.
O tema é o amor, que me dá muito calor e me tornou um escritor.
O problema é a sua ausência, que me dá uma carência e quando rezo te faço referência.
Fazer três rimas é dificíl, meu amor não é fictício e isso nem rimou muito bem.
Eu amo você (mesmo sendo clichê) e prometo usar o bidê.
Esse poema ta horrível, mas sei que nosso amor é possível e para mim você é imprescindível.
Meu erro é admissível, você pode ser compreensível e nua você é incrível.
A sirene acabou de tocar e para a obra tenho que voltar.
Talvez agora seja mais fácil fazer um poema, já tenho um tema e um problema.
Depois de um dicionàrio encontrar (que me traz palavras para rimar) posso voltar a tentar.
O tema é o amor, que me dá muito calor e me tornou um escritor.
O problema é a sua ausência, que me dá uma carência e quando rezo te faço referência.
Fazer três rimas é dificíl, meu amor não é fictício e isso nem rimou muito bem.
Eu amo você (mesmo sendo clichê) e prometo usar o bidê.
Esse poema ta horrível, mas sei que nosso amor é possível e para mim você é imprescindível.
Meu erro é admissível, você pode ser compreensível e nua você é incrível.
A sirene acabou de tocar e para a obra tenho que voltar.
INSIDE THE POCKET - Caneta corretiva
Talvez fosse a maior alma dentro da bolsinha. Maior do que as canetas normais, era totalmente branca e possuia uma característica muito peculiar: a possibilidade de tentar consertar problemas. Não que tivesse o poder de deixar tudo como estivera antes, longe disso. O erro cometido é imutável, porém pode ser disfarçado...
Devo advertir que seu uso também pode agravar a situação, chamando mais atenção ou fazendo do borrão um outro ainda maior. Lembre-se, assumir o caso por completo pode ser menos danoso do que uma tentativa de melhora e ignorá-lo pode o fazer passar despercebido.
É sempre melhor quando não há a necessidade de usá-la, mas quando preciso, a simples lembrança da sua existência já um nobre passo. Há casos em que ela consegue um bom resultado, até melhor do que a encomenda inicial, transformando tudo numa obra de arte.
Devo advertir que seu uso também pode agravar a situação, chamando mais atenção ou fazendo do borrão um outro ainda maior. Lembre-se, assumir o caso por completo pode ser menos danoso do que uma tentativa de melhora e ignorá-lo pode o fazer passar despercebido.
É sempre melhor quando não há a necessidade de usá-la, mas quando preciso, a simples lembrança da sua existência já um nobre passo. Há casos em que ela consegue um bom resultado, até melhor do que a encomenda inicial, transformando tudo numa obra de arte.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Pinguim
Um pinguim. É como eu me sinto.
Escorrega bastante quando chove em cima da neve. É realmente dificil de andar. Ainda não pude experimentar a minha primeira queda... É até meio estranho, uma vez que todos os brasileiros que conheci ja tenham caido.
Atrasada; tentando andar rapidinho; dentro de um casaco bem fofo; num piso bastante escorregadio. Um pinguim! Here I am! Meus pés se movem embaixo de mim em passos curtos e rápidos e minhas coxas parecem permanecer paradas.
Lembro então dos pinguins imperadores. Lembro do quão dificil és a vida de um pinguim imperador. Creio que você nunca tenha visto o documentario "A marcha dos pinguins".
Em busca de um par para procriar, eles viajam rumo ao deserto gelado da Antartica. Sao desafiados a cada dia pela fome e frio. Alguns vão se perdendo pelo caminho. Nao se pode julgar se por falta de bravura ou determinação. É realmente sobrenatural.
Cantam, se conhecem, se apaixonam e dançam. Se inicia entao a parte mais dificil para ambos machos e femeas. A fome. O casal é obrigado a se separar. Enquanto um fica chocando o ovo, outro viaja dias no gélido deserto em busca de comida.
Ao nascer, o filhote espera ansioso pela primeira refeição, que pode nao chegar, caso seu pai tenha virado refeição no caminho.
Destemidos, vencedores, bravos, ambiciosos. Um verdadeiro espetáculo de perseveranca em busca da realização dos seus sonhos.
Prefiro, então, não me comparar mais a um pinguim. A propósito, agora me econtro em pé num onibus lotado.
Retirado do meu Moleskine em 31 de maio de 2010.
Escrito em Janeiro de 2009.
Comentários:
- Voltei ao Brasil ainda sem que tenha caido (nessas condições!!! Afinal, quem faz snowb. não pode viver sem cair!)
- Por queninguém a maioria das pessoas (na tentativa de não mais generalizar...) não gosta de " A marcha dos pinguins"? O filme é realmente bom e não achei cansativo. O único problema foi o fato de tê-lo visto no cinema e ter sentido muito frio (obviamente que psicologico, porém ainda conta).
- o final ficou meio brega. A parte do "Um verdadeiro espetáculo de perseveranca em busca da realização dos seus sonhos.". Mas Ok. Deixa lá.
- Eu gosto muito desse escrito. Espero que vocês também gostem.
Escorrega bastante quando chove em cima da neve. É realmente dificil de andar. Ainda não pude experimentar a minha primeira queda... É até meio estranho, uma vez que todos os brasileiros que conheci ja tenham caido.
Atrasada; tentando andar rapidinho; dentro de um casaco bem fofo; num piso bastante escorregadio. Um pinguim! Here I am! Meus pés se movem embaixo de mim em passos curtos e rápidos e minhas coxas parecem permanecer paradas.
Lembro então dos pinguins imperadores. Lembro do quão dificil és a vida de um pinguim imperador. Creio que você nunca tenha visto o documentario "A marcha dos pinguins".
Em busca de um par para procriar, eles viajam rumo ao deserto gelado da Antartica. Sao desafiados a cada dia pela fome e frio. Alguns vão se perdendo pelo caminho. Nao se pode julgar se por falta de bravura ou determinação. É realmente sobrenatural.
Cantam, se conhecem, se apaixonam e dançam. Se inicia entao a parte mais dificil para ambos machos e femeas. A fome. O casal é obrigado a se separar. Enquanto um fica chocando o ovo, outro viaja dias no gélido deserto em busca de comida.
Ao nascer, o filhote espera ansioso pela primeira refeição, que pode nao chegar, caso seu pai tenha virado refeição no caminho.
Destemidos, vencedores, bravos, ambiciosos. Um verdadeiro espetáculo de perseveranca em busca da realização dos seus sonhos.
Prefiro, então, não me comparar mais a um pinguim. A propósito, agora me econtro em pé num onibus lotado.
Retirado do meu Moleskine em 31 de maio de 2010.
Escrito em Janeiro de 2009.
Comentários:
- Voltei ao Brasil ainda sem que tenha caido (nessas condições!!! Afinal, quem faz snowb. não pode viver sem cair!)
- Por que
- o final ficou meio brega. A parte do "Um verdadeiro espetáculo de perseveranca em busca da realização dos seus sonhos.". Mas Ok. Deixa lá.
- Eu gosto muito desse escrito. Espero que vocês também gostem.
sábado, 8 de maio de 2010
Rascunhos - Parte 01
Não que eu acredite em amor à primeira vista, mas aconteceu alguma coisa naquela primeira vez em que se viram. Os olhares se cruzaram e voltaram ao ponto do encontro. Não durou mais que alguns poucos segundos e o que se seguiu não sei se foi destino ou se as coisas deram certo por coincidência.
Os olhares continuaram por um tempo e tão logo surgiu o medo de se perderem, tomaram coragem e trocaram referências.
Sem saber o motivo, mas sentindo enorme vontade, ele resolveu procurá-la. As únicas coisas que sabiam um do outro eram os nomes e, por destino ou coincidência, acabaram não se encontrando. Talvez esse encontro antecipado viesse a mudar o curso da história. De qualquer sorte, nunca saberão.
O fato é que o tempo os tornou amantes e o espaço parecia se configurar como impecílio. Os dois se encaixavam, se entendiam, se completavam, se amavam. Eram companheiros, ao seu modo, e muito parecidos. Dividiam o que era mais difícil dividir.
A senhorita entendeu, embora não quisesse entender, tudo que ele fez em seguida. Era do conhecimento dos dois que ele a amava, entretanto, ele a deixou. Sem explicações. Sem conversa. Sem despedida.
Passaram um tempo sem falar, embora jamais sem lembrar. Por mais que ele tentasse esconder, fingir não existir, o amor ainda estava ali. Ele lembrava do sorriso dela; do único, demorado, especial e mágico abraço que deram; dos doces olhos brilhantes e escuros que olhavam meigos e gentis ao tempo que também eram sensuais.
Ela tinha saudades. Não suportou a sua ausência e tentou, por muitas vezes, uma conversa. Tentou explicar que só ele a entendia e procurou, em vão, o seu abraço em outros braços.
YOU DON'T REALIZE HOW MUCH
I NEED YOU.
LOVE YOU ALL THE TIME,
NEVER LEAVE YOU.
Os olhares continuaram por um tempo e tão logo surgiu o medo de se perderem, tomaram coragem e trocaram referências.
Sem saber o motivo, mas sentindo enorme vontade, ele resolveu procurá-la. As únicas coisas que sabiam um do outro eram os nomes e, por destino ou coincidência, acabaram não se encontrando. Talvez esse encontro antecipado viesse a mudar o curso da história. De qualquer sorte, nunca saberão.
O fato é que o tempo os tornou amantes e o espaço parecia se configurar como impecílio. Os dois se encaixavam, se entendiam, se completavam, se amavam. Eram companheiros, ao seu modo, e muito parecidos. Dividiam o que era mais difícil dividir.
A senhorita entendeu, embora não quisesse entender, tudo que ele fez em seguida. Era do conhecimento dos dois que ele a amava, entretanto, ele a deixou. Sem explicações. Sem conversa. Sem despedida.
Passaram um tempo sem falar, embora jamais sem lembrar. Por mais que ele tentasse esconder, fingir não existir, o amor ainda estava ali. Ele lembrava do sorriso dela; do único, demorado, especial e mágico abraço que deram; dos doces olhos brilhantes e escuros que olhavam meigos e gentis ao tempo que também eram sensuais.
Ela tinha saudades. Não suportou a sua ausência e tentou, por muitas vezes, uma conversa. Tentou explicar que só ele a entendia e procurou, em vão, o seu abraço em outros braços.
YOU DON'T REALIZE HOW MUCH
I NEED YOU.
LOVE YOU ALL THE TIME,
NEVER LEAVE YOU.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
SÉRIE: AS CARTAS QUE NÃO MANDEI
Madalena,
Escrevo para ti, morena, nesta manhã serena, ao lado da minha ema, tentando em versos dizer que eu te amo tanto.
O seu olhar continua a me encantar e ainda me faz suspirar ao te ver passar.
Rimar com "ar" é mais fácil que com "ema" por isso vou continuar e dizer que para sempre vou te amar.
Mas por você faria de tudo, roubaria o mundo e rimaria com tudo.
Por isso venha, e não precisa de senha porque para mim só existe você.
Você sabe que a sua felicidade está comigo e é só contigo que eu quero estar.
Assim, morena, vou acabando o poema, ainda ao lado da minha ema, que deveria ser você.
Escrevo para ti, morena, nesta manhã serena, ao lado da minha ema, tentando em versos dizer que eu te amo tanto.
O seu olhar continua a me encantar e ainda me faz suspirar ao te ver passar.
Rimar com "ar" é mais fácil que com "ema" por isso vou continuar e dizer que para sempre vou te amar.
Mas por você faria de tudo, roubaria o mundo e rimaria com tudo.
Por isso venha, e não precisa de senha porque para mim só existe você.
Você sabe que a sua felicidade está comigo e é só contigo que eu quero estar.
Assim, morena, vou acabando o poema, ainda ao lado da minha ema, que deveria ser você.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Era uma sexta-feira a noite. Eles tinham seus 20,21 anos e eram cinco: duas garotas e três garotos. Saíram para jogar uma boa conversa fora, contar dos acontecidos e trocar figurinhas. Foram no restaurante de sempre, sentaram na mesa de sempre e pediram o de sempre. O Fábio era o mais alto, tinha voz grossa e fazia sucesso onde quer que fosse. Inteligente, sempre tinha uma piadinha a fazer. Rafael era mais calado, tinha um sorriso cativante e era muito educado. O Gabriel era o palhaço do grupo e estava sempre provocando risos e animação. A Patrícia parecia ter feito juz ao nome. Falava pouco, pórem não era muito discreta. E ela não fazia muito o tipo meiga, embora fosse atenciosa e cuidadosa.
O Gabriel estava contando da festa do último final de semana, Fábio adicionava os comentários, Rafael e Patrícia trocavam olhares e ela tomava um gole da sua Corona. A partir daí, tudo se transformou em slow motion: ela começou a levantar a cabeça enquanto sua mão fazia os primeiros movimentos para abaixar a taça. Seus cabelos caíram sobre o seu rosto e ela começou a esboçar um sorriso. A taça encontrou a mesa no momento em que, agora sorrindo, se virara completamente para frente. Os olhos piscaram e o sorriso petrificou-se.
Ele, parado a alguns metros de distância, também a reconheceu instantaneamente.
O que se seguiu não pode ser explicado. Ao que tem conhecimento, entende-se como amor e felizes são aqueles que não têm medo de amar.
O Gabriel estava contando da festa do último final de semana, Fábio adicionava os comentários, Rafael e Patrícia trocavam olhares e ela tomava um gole da sua Corona. A partir daí, tudo se transformou em slow motion: ela começou a levantar a cabeça enquanto sua mão fazia os primeiros movimentos para abaixar a taça. Seus cabelos caíram sobre o seu rosto e ela começou a esboçar um sorriso. A taça encontrou a mesa no momento em que, agora sorrindo, se virara completamente para frente. Os olhos piscaram e o sorriso petrificou-se.
Ele, parado a alguns metros de distância, também a reconheceu instantaneamente.
O que se seguiu não pode ser explicado. Ao que tem conhecimento, entende-se como amor e felizes são aqueles que não têm medo de amar.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Sweet Memories
O aviao acabara de aterrisar (diga-se de passagem: a melhor aterrisagem de minha vida). 10 horas e meia nas nuvens; terra novamente. Es quando observo quao bela es a garotinha de uns dois anos de idade sentada na fileira logo atras de mim. E eu vi neve pela primeira vez. "mamae, olha neve!" disse a pequena. E o chao onde o aviao taxiava era branco.
Retirado de: www.diariodeviagem.blog.ca
Postado em: 04 de janeiro de 2009
Retirado de: www.diariodeviagem.blog.ca
Postado em: 04 de janeiro de 2009
Nice eyes
Ufba. Primeiro dia de aula.
você entra na sala e da de cara com esses olhos
Encontrar com uma dessas aqui em Salvador seria realmente de se espantar.
Mas em Hollywood... Talvez até parecesse normal.
A arte é feita pelo americano Kevin Carter e já está sendo disponilizada pela internet pela bagatela de mil e quatrocentos reias (sem o frete).
você entra na sala e da de cara com esses olhos
Encontrar com uma dessas aqui em Salvador seria realmente de se espantar.
Mas em Hollywood... Talvez até parecesse normal.
A arte é feita pelo americano Kevin Carter e já está sendo disponilizada pela internet pela bagatela de mil e quatrocentos reias (sem o frete).
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Spike Lee e o calor
Confesso que não foi um dos filmes em que prestei muita atenção.... Na verdade, quem bem lembra dos filmes assistidos no colégio, também lembra que eram aulas que usavamos para juntar todo mundo no fundão e fazer qualquer coisa do tipo conversar, jogar cartas, corrida de avião de papel, trancinha no cordão do tênis...
Até que lembro basicamente do enredo e de algumas locações, mas o que seria importante para as redações (nomes de personagens e suas histórias) não faço a mínima ideia. (Se bem que para ser bem sincera, nome da personagem é uma coisa que não fixa na minha memória. Posso assistir o seriado toda semana, ler o livro inteiro com 500 páginas que no momento em que terminar não saberei te dizer quem fazia parte da história, salve Harry Potter, Hermione Granger, os Wesley, Charlie, Alan, Leonerd, Phoebe, Joey, Monica, Chandler e talvez mais uma dúzia qualquer. (Nao tão qualquer assim).
Talvez seja mesmo de se estranhar que eu tenha virado fã de Spike Lee com um filme cuja história eu nem saberia contar.
Mas um filme não é só feito de história. Talvez alguns até reparem na trilha sonora, e não só nas músicas mas também nos sons. Outros podem reparar nas roupas, penteados, maquiagens. Outros ainda nas locações escolhidas para cada cena e viajando assim poderia escrever muitas e muitas linhas. Talvez eu me perdesse e não chegasse onde quero chegar.
Pois foi pela arte, pelo conjunto de locações, expressões, roupas, que adorei Spike Lee no filme "Do the right thing".
Assistindo aquelas duas horas que pareciam mais quatro, tenho como certeza que todos os espectadores puderam sentir a agonia e a aflição gerada pelo calor da cidade. Tudo foi muito bem pensado, escrito, dirigido. O filme parece abafado, sem vento, parado. O clima de calor é trabalhado nos sons, nas fotos paradas da cidade onde não parece ter vento, no suor das personagens, no humor irritadiço e estressado, na agonia.
Engraçado como sempre me lembro desse filme, e como sempre que me lembro fico maravilhada com a maneira como Spike Lee conseguiu transmitir tanto calor para o filme dele.
Pois esse verão está demais. Não me lembro quando senti tanto calor assim, dentro de casa, sentada assistindo televisão. Não sei se já é tão comum assim ter ar condicionado não só no quarto mas na sala também, mas na minha não tem. É a primeira vez que eu me pego com todas as janelas abertas e suando na sala. Não tão primeira vez, há duas semanas esse fato tem ocorrido.
Se a cada ano está pior, não vou nem muito longe: coloque apenas o verão de daqui a dois anos. Pretendo estar esquiando, com toda a minha certeza.
Até que lembro basicamente do enredo e de algumas locações, mas o que seria importante para as redações (nomes de personagens e suas histórias) não faço a mínima ideia. (Se bem que para ser bem sincera, nome da personagem é uma coisa que não fixa na minha memória. Posso assistir o seriado toda semana, ler o livro inteiro com 500 páginas que no momento em que terminar não saberei te dizer quem fazia parte da história, salve Harry Potter, Hermione Granger, os Wesley, Charlie, Alan, Leonerd, Phoebe, Joey, Monica, Chandler e talvez mais uma dúzia qualquer. (Nao tão qualquer assim).
Talvez seja mesmo de se estranhar que eu tenha virado fã de Spike Lee com um filme cuja história eu nem saberia contar.
Mas um filme não é só feito de história. Talvez alguns até reparem na trilha sonora, e não só nas músicas mas também nos sons. Outros podem reparar nas roupas, penteados, maquiagens. Outros ainda nas locações escolhidas para cada cena e viajando assim poderia escrever muitas e muitas linhas. Talvez eu me perdesse e não chegasse onde quero chegar.
Pois foi pela arte, pelo conjunto de locações, expressões, roupas, que adorei Spike Lee no filme "Do the right thing".
Assistindo aquelas duas horas que pareciam mais quatro, tenho como certeza que todos os espectadores puderam sentir a agonia e a aflição gerada pelo calor da cidade. Tudo foi muito bem pensado, escrito, dirigido. O filme parece abafado, sem vento, parado. O clima de calor é trabalhado nos sons, nas fotos paradas da cidade onde não parece ter vento, no suor das personagens, no humor irritadiço e estressado, na agonia.
Engraçado como sempre me lembro desse filme, e como sempre que me lembro fico maravilhada com a maneira como Spike Lee conseguiu transmitir tanto calor para o filme dele.
Pois esse verão está demais. Não me lembro quando senti tanto calor assim, dentro de casa, sentada assistindo televisão. Não sei se já é tão comum assim ter ar condicionado não só no quarto mas na sala também, mas na minha não tem. É a primeira vez que eu me pego com todas as janelas abertas e suando na sala. Não tão primeira vez, há duas semanas esse fato tem ocorrido.
Se a cada ano está pior, não vou nem muito longe: coloque apenas o verão de daqui a dois anos. Pretendo estar esquiando, com toda a minha certeza.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Brigadeiro de panela.
Tudo bem que isso não era o que eu esperava para o meu primeiro post culinário... Definitvamente não era.
Mas até que um brigadeiro de panela é uma ótima opção para:
- Férias
- Um dia sozinho em casa sem muito o que fazer (o que é praticamente igual a: ver televisão o dia inteiro)
- Um dia com amigos em casa com muito o que fazer (para deixar a conversa mais empolgante ou o filme mais gostoso)
- Matar o desejo de comer brigadeiro ou simplesmente a vontade de comer chocolate quando não tem chocolate em casa.
Digamos que tenha sido mais ou menos por esses motivos (ou mesmo pela simples vontade de escrever) que resolvi registrar que o brigadeiro de panela fica muito, muito, muito mais saboroso se preparado desta maneira:
Para começar, pegue uma lata de leite condensado e uma de creme de leite e leve-as bem. (Pode ter certeza que vocë NÃO vai gostar de criar uma verminose ou amebiase dentro de você. Além de ser hiper nojento, DOI pra caramba).
Escolha uma panela legal e coloque-a no fogo com o leite condensado e o creme de leite. (DICA: coloque o creme de leite na geladeira ou no freezer por algum tempo antes de resolver botar a mão na massa. Isso irá separar o soro do creme, que ficará no fundo da lata, fácil de ser removido antes de colocar o creme na panela).
É basicamente isso. Acrescentar uma lata de creme de leite aos ingredientes básicos: leite condensado e nescau.
DICA.2.: Não utilize manteiga. Ela é completamente prescindivel.
Com o creme de leite (sem o soro) e o leite condensado na panela, coloque nescau a gosto. Mas não seja casquinha! Tem que colocar bastante nescau, senão não vale a pena!
DICA.3: Só pra lembrar do velho casadinho. Cozinhar o creme de leite com o leite condensado até ficar no ponto, colocar a metade numa vasilha e levar ao freezer. Depois é só adicionar o nescau na outra metade e pronto! Colocar por cima do brigadeiro branco ja geladinho. Dai deixa na geladeira mesmo!
Pronto. Já matei a vontade de escrever e o brigadeiro também já ficou pronto... Então é isso!
Até breve! ( prometo que mais breve do que da última vez...)
Mas até que um brigadeiro de panela é uma ótima opção para:
- Férias
- Um dia sozinho em casa sem muito o que fazer (o que é praticamente igual a: ver televisão o dia inteiro)
- Um dia com amigos em casa com muito o que fazer (para deixar a conversa mais empolgante ou o filme mais gostoso)
- Matar o desejo de comer brigadeiro ou simplesmente a vontade de comer chocolate quando não tem chocolate em casa.
Digamos que tenha sido mais ou menos por esses motivos (ou mesmo pela simples vontade de escrever) que resolvi registrar que o brigadeiro de panela fica muito, muito, muito mais saboroso se preparado desta maneira:
Para começar, pegue uma lata de leite condensado e uma de creme de leite e leve-as bem. (Pode ter certeza que vocë NÃO vai gostar de criar uma verminose ou amebiase dentro de você. Além de ser hiper nojento, DOI pra caramba).
Escolha uma panela legal e coloque-a no fogo com o leite condensado e o creme de leite. (DICA: coloque o creme de leite na geladeira ou no freezer por algum tempo antes de resolver botar a mão na massa. Isso irá separar o soro do creme, que ficará no fundo da lata, fácil de ser removido antes de colocar o creme na panela).
É basicamente isso. Acrescentar uma lata de creme de leite aos ingredientes básicos: leite condensado e nescau.
DICA.2.: Não utilize manteiga. Ela é completamente prescindivel.
Com o creme de leite (sem o soro) e o leite condensado na panela, coloque nescau a gosto. Mas não seja casquinha! Tem que colocar bastante nescau, senão não vale a pena!
DICA.3: Só pra lembrar do velho casadinho. Cozinhar o creme de leite com o leite condensado até ficar no ponto, colocar a metade numa vasilha e levar ao freezer. Depois é só adicionar o nescau na outra metade e pronto! Colocar por cima do brigadeiro branco ja geladinho. Dai deixa na geladeira mesmo!
Pronto. Já matei a vontade de escrever e o brigadeiro também já ficou pronto... Então é isso!
Até breve! ( prometo que mais breve do que da última vez...)
Assinar:
Postagens (Atom)
