Era noite de sexta feira.
Saias com saltos altos.
Cabelos longos e soltos.
Cabelos longos e presos.
Cabelo curto, com a metade presa no alto do lado direito da cabeça. Sorriso meigo, doce, e eu, sonhando com você nos meus braços, posso até dizer sensual.
Vestido. Acima dos joelhos. Os joelhos que ficam acima das batatinhas mais gostosas que já vi, embora não fossem realmente gostosas. Os pés mexiam, um depois do outro, depois de um, depois do outro, depois do anterior. Hipnotizei. Percebi que precisava de uma cerveja. Uma Corona Extra com limão. Ou sem limão. Precisava de uma cerveja, qualquer que fosse.
Ela não estava bebendo. Não bebia na maioria das vezes. Mexia os braços e os ombros; e a cintura. A cintura que deveria estar entre a minha mão e o meu corpo. Para.
Ainda não me viu. Bebi aqueles, exatamente aqueles dois goles de cerveja. Inclinando a cabeça um pouco para trás, voltando e respirando jeitosamente. Meus olhos se enchiam de satisfação, de encanto, de desejo enquanto a olhava bailar. Minha boca sorria um sorriso feliz. Raros são os sorrisos felizes. Aquele estava repleto de felicidade. Bebi um último gole antes de começar a diminuir a distância que me separava; pois há menos peixinhos a nadar do mar do que os beijinhos que eu darei na sua boca.
Com uma mãozinha do Tom Jobim: Chega de saudade.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Série: as cartas que não mandei.
Nao sei mais o que fazer da minha vida sem você.
Não vejo mais você faz tanto tempo. Eu preciso dizer que eu te amo pra voce lembrar?
Te escrevi uma carta cheia de frases de impacto. E os versos que eu fiz, ainda espero resposta. Mina, seus cabelo é da hora. Seu corpo, é um violão! Você é linda... Mais que demais! E minha flor serviu pra que você achasse alguém, um outro alguém que me tomou o seu amor! Agora, o que faço eu da vida sem você? Eu vou entorpecer bebendo vinho.
Não vejo mais você faz tanto tempo. Eu preciso dizer que eu te amo pra voce lembrar?
Te escrevi uma carta cheia de frases de impacto. E os versos que eu fiz, ainda espero resposta. Mina, seus cabelo é da hora. Seu corpo, é um violão! Você é linda... Mais que demais! E minha flor serviu pra que você achasse alguém, um outro alguém que me tomou o seu amor! Agora, o que faço eu da vida sem você? Eu vou entorpecer bebendo vinho.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
"say what you need to say"
Que são doces as lembranças de quando meus pensamentos voavam pelo seu quarto.
Que meu sorriso faz uma cosquinha gostosa dentro de você.
Que lembra de mim enquanto a vida acontece.
Que pode sentir-me deitada em seu ombro, meus cabelos soltos, minha respiração goostosa.
Que meu sorriso faz uma cosquinha gostosa dentro de você.
Que lembra de mim enquanto a vida acontece.
Que pode sentir-me deitada em seu ombro, meus cabelos soltos, minha respiração goostosa.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Encontro
Estava apressada, meia fina até as canelas, short saco, colant e um camisão folgado. A bolsa pendia no ombro esquerdo. Apesar do sol, não estava de óculos escuros.
Olhei para o relógio só para confirmar o meu atraso. Fiz uma carinha franzindo a boca e me impulsionei para andar mais depressa. Agora, as coisas começaram a acontecer em câmara lenta: começo a inclinar a cabeça para cima; um cabelo cai no rosto; vou levando minha mão direita em direção a minha bochecha; meus olhos estão fechados num piscar. Quando volto a abri-los, minha cabeça já está direcionada para frente e minha mão está tocando os meus cabelos. Nesse momento o mundo parou.
Não vi pessoas andando nas calçadas. Não ouvi os barulhos de buzinas. Não senti minha respiração (talvez porque não estivesse respirando mesmo). Senti que já estava ali, parada, há alguns minutos. Agora sei que depois de um tempo, não permaneci parada: dei pequenos passos, lentos, em sua direção. Não os senti. Não percebi quando minha mente mandou que eu andasse. Não percebi minha perna se movendo. Ainda a uns três metros de distância ele inclinou sua cabeça, deu um sorriso (o sorriso que esperei por mais de ano) e estendeu sua mão esquerda para mim:
- Vem cá Luiza, me dá tua mão. O teu desejo é sempre o meu desejo. Vem me dar um beijo...
E eu cai sobre os os seus braços, senti o abraço que havia tanto procurado em outros braços e o beijei, como se fosse a última coisa a fazer nesse mundo.
Com uma mãozinha do tom Jobim: Luíza
Olhei para o relógio só para confirmar o meu atraso. Fiz uma carinha franzindo a boca e me impulsionei para andar mais depressa. Agora, as coisas começaram a acontecer em câmara lenta: começo a inclinar a cabeça para cima; um cabelo cai no rosto; vou levando minha mão direita em direção a minha bochecha; meus olhos estão fechados num piscar. Quando volto a abri-los, minha cabeça já está direcionada para frente e minha mão está tocando os meus cabelos. Nesse momento o mundo parou.
Não vi pessoas andando nas calçadas. Não ouvi os barulhos de buzinas. Não senti minha respiração (talvez porque não estivesse respirando mesmo). Senti que já estava ali, parada, há alguns minutos. Agora sei que depois de um tempo, não permaneci parada: dei pequenos passos, lentos, em sua direção. Não os senti. Não percebi quando minha mente mandou que eu andasse. Não percebi minha perna se movendo. Ainda a uns três metros de distância ele inclinou sua cabeça, deu um sorriso (o sorriso que esperei por mais de ano) e estendeu sua mão esquerda para mim:
- Vem cá Luiza, me dá tua mão. O teu desejo é sempre o meu desejo. Vem me dar um beijo...
E eu cai sobre os os seus braços, senti o abraço que havia tanto procurado em outros braços e o beijei, como se fosse a última coisa a fazer nesse mundo.
Com uma mãozinha do tom Jobim: Luíza
quarta-feira, 7 de julho de 2010
O poder da noite
Não é porque eu estou bêbada. Na verdade eu não bebo.
Mas é de noite que minha mente cria asas, meus pensamentos saem voando e acabo sempre falando o que não devia.
Nào sei se só acontece comigo.
Mas é sempre de noite quando resolvo me declarar, quando resolvo falar que eu amo, quando eu acho que tudo pode dar certo.
Eu não posso ver um papel, uma caneta (e ter um pouco de disposição) que as viagens começam a surgir.
De noite sempre corro atrás das respostas. Sempre acho que tudo é muito fácil e que você vai finalmente ceder aos meus pedidos.
Mas você não cede, eu acabo falando demais,te fazendo perguntas demais, embaralhando as coisas demais e pela manhã me arrependendo demais.
De noite eu acredito que você vai me entender, que eu posso tentar te explicar, e que no final você vai me abraçar.
A verdade é que a noite traz superpoderes a uma não-supermulher que acredita pode resolver tudo.
Talvez um dia a noite também vire magia para você. E nesse dia você vai poder me explicar tudo que eu sempre quis saber.
Com minhas respostas, vou poder mudar todas as minhas perguntas.
____
E é sempre de noite que escrevo essas bobeiras.
Mas é de noite que minha mente cria asas, meus pensamentos saem voando e acabo sempre falando o que não devia.
Nào sei se só acontece comigo.
Mas é sempre de noite quando resolvo me declarar, quando resolvo falar que eu amo, quando eu acho que tudo pode dar certo.
Eu não posso ver um papel, uma caneta (e ter um pouco de disposição) que as viagens começam a surgir.
De noite sempre corro atrás das respostas. Sempre acho que tudo é muito fácil e que você vai finalmente ceder aos meus pedidos.
Mas você não cede, eu acabo falando demais,te fazendo perguntas demais, embaralhando as coisas demais e pela manhã me arrependendo demais.
De noite eu acredito que você vai me entender, que eu posso tentar te explicar, e que no final você vai me abraçar.
A verdade é que a noite traz superpoderes a uma não-supermulher que acredita pode resolver tudo.
Talvez um dia a noite também vire magia para você. E nesse dia você vai poder me explicar tudo que eu sempre quis saber.
Com minhas respostas, vou poder mudar todas as minhas perguntas.
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E é sempre de noite que escrevo essas bobeiras.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
SÉRIE: AS CARTAS QUE NÃO MANDEI
Madalena,
Talvez agora seja mais fácil fazer um poema, já tenho um tema e um problema.
Depois de um dicionàrio encontrar (que me traz palavras para rimar) posso voltar a tentar.
O tema é o amor, que me dá muito calor e me tornou um escritor.
O problema é a sua ausência, que me dá uma carência e quando rezo te faço referência.
Fazer três rimas é dificíl, meu amor não é fictício e isso nem rimou muito bem.
Eu amo você (mesmo sendo clichê) e prometo usar o bidê.
Esse poema ta horrível, mas sei que nosso amor é possível e para mim você é imprescindível.
Meu erro é admissível, você pode ser compreensível e nua você é incrível.
A sirene acabou de tocar e para a obra tenho que voltar.
Talvez agora seja mais fácil fazer um poema, já tenho um tema e um problema.
Depois de um dicionàrio encontrar (que me traz palavras para rimar) posso voltar a tentar.
O tema é o amor, que me dá muito calor e me tornou um escritor.
O problema é a sua ausência, que me dá uma carência e quando rezo te faço referência.
Fazer três rimas é dificíl, meu amor não é fictício e isso nem rimou muito bem.
Eu amo você (mesmo sendo clichê) e prometo usar o bidê.
Esse poema ta horrível, mas sei que nosso amor é possível e para mim você é imprescindível.
Meu erro é admissível, você pode ser compreensível e nua você é incrível.
A sirene acabou de tocar e para a obra tenho que voltar.
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