segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Chega de saudade

Era noite de sexta feira.

Saias com saltos altos.
Cabelos longos e soltos.
Cabelos longos e presos.

Cabelo curto, com a metade presa no alto do lado direito da cabeça. Sorriso meigo, doce, e eu, sonhando com você nos meus braços, posso até dizer sensual.
Vestido. Acima dos joelhos. Os joelhos que ficam acima das batatinhas mais gostosas que já vi, embora não fossem realmente gostosas. Os pés mexiam, um depois do outro, depois de um, depois do outro, depois do anterior. Hipnotizei. Percebi que precisava de uma cerveja. Uma Corona Extra com limão. Ou sem limão. Precisava de uma cerveja, qualquer que fosse.

Ela não estava bebendo. Não bebia na maioria das vezes. Mexia os braços e os ombros; e a cintura. A cintura que deveria estar entre a minha mão e o meu corpo. Para.

Ainda não me viu. Bebi aqueles, exatamente aqueles dois goles de cerveja. Inclinando a cabeça um pouco para trás, voltando e respirando jeitosamente. Meus olhos se enchiam de satisfação, de encanto, de desejo enquanto a olhava bailar. Minha boca sorria um sorriso feliz. Raros são os sorrisos felizes. Aquele estava repleto de felicidade. Bebi um último gole antes de começar a diminuir a distância que me separava; pois há menos peixinhos a nadar do mar do que os beijinhos que eu darei na sua boca.


Com uma mãozinha do Tom Jobim: Chega de saudade.

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