Era uma sexta-feira a noite. Eles tinham seus 20,21 anos e eram cinco: duas garotas e três garotos. Saíram para jogar uma boa conversa fora, contar dos acontecidos e trocar figurinhas. Foram no restaurante de sempre, sentaram na mesa de sempre e pediram o de sempre. O Fábio era o mais alto, tinha voz grossa e fazia sucesso onde quer que fosse. Inteligente, sempre tinha uma piadinha a fazer. Rafael era mais calado, tinha um sorriso cativante e era muito educado. O Gabriel era o palhaço do grupo e estava sempre provocando risos e animação. A Patrícia parecia ter feito juz ao nome. Falava pouco, pórem não era muito discreta. E ela não fazia muito o tipo meiga, embora fosse atenciosa e cuidadosa.
O Gabriel estava contando da festa do último final de semana, Fábio adicionava os comentários, Rafael e Patrícia trocavam olhares e ela tomava um gole da sua Corona. A partir daí, tudo se transformou em slow motion: ela começou a levantar a cabeça enquanto sua mão fazia os primeiros movimentos para abaixar a taça. Seus cabelos caíram sobre o seu rosto e ela começou a esboçar um sorriso. A taça encontrou a mesa no momento em que, agora sorrindo, se virara completamente para frente. Os olhos piscaram e o sorriso petrificou-se.
Ele, parado a alguns metros de distância, também a reconheceu instantaneamente.
O que se seguiu não pode ser explicado. Ao que tem conhecimento, entende-se como amor e felizes são aqueles que não têm medo de amar.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
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