sábado, 8 de maio de 2010

Rascunhos - Parte 01

Não que eu acredite em amor à primeira vista, mas aconteceu alguma coisa naquela primeira vez em que se viram. Os olhares se cruzaram e voltaram ao ponto do encontro. Não durou mais que alguns poucos segundos e o que se seguiu não sei se foi destino ou se as coisas deram certo por coincidência.

Os olhares continuaram por um tempo e tão logo surgiu o medo de se perderem, tomaram coragem e trocaram referências.
Sem saber o motivo, mas sentindo enorme vontade, ele resolveu procurá-la. As únicas coisas que sabiam um do outro eram os nomes e, por destino ou coincidência, acabaram não se encontrando. Talvez esse encontro antecipado viesse a mudar o curso da história. De qualquer sorte, nunca saberão.
O fato é que o tempo os tornou amantes e o espaço parecia se configurar como impecílio. Os dois se encaixavam, se entendiam, se completavam, se amavam. Eram companheiros, ao seu modo, e muito parecidos. Dividiam o que era mais difícil dividir.
A senhorita entendeu, embora não quisesse entender, tudo que ele fez em seguida. Era do conhecimento dos dois que ele a amava, entretanto, ele a deixou. Sem explicações. Sem conversa. Sem despedida.
Passaram um tempo sem falar, embora jamais sem lembrar. Por mais que ele tentasse esconder, fingir não existir, o amor ainda estava ali. Ele lembrava do sorriso dela; do único, demorado, especial e mágico abraço que deram; dos doces olhos brilhantes e escuros que olhavam meigos e gentis ao tempo que também eram sensuais.
Ela tinha saudades. Não suportou a sua ausência e tentou, por muitas vezes, uma conversa. Tentou explicar que só ele a entendia e procurou, em vão, o seu abraço em outros braços.

YOU DON'T REALIZE HOW MUCH
I NEED YOU.
LOVE YOU ALL THE TIME,
NEVER LEAVE YOU.

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